terça-feira, 26 de maio de 2009

RASCUNHO



O que escrevo, nasce das entranhas...
são verdades tão minhas
como uma paixão avassaladora
que precisa ser exposta, expressa, expulsa.

E é tão necessário que exige que eu busque,
avidamente por um lápis e papel e, assim,
derramando cada palavra,
possa lavar minha alma
e fazer vibrar meu coração.

Não escrevo porque devo,
mas porque preciso;
como preciso de ar e água
como desejo amar inteira,
com fome e ardendo em febre
e o beijo é o remédio,
se não o beijo, a palavra que,
desaguando em versos,
culmina num suspiro.

Carmo Tavares

Um comentário:

  1. Realmente, tua verve poética é como as brumas que, mansamente, vão caindo, cercando e, quando menos se espera, já se está completamente envolto por elas... Não escreverei "parabéns", porque sei que vem mais!
    Um beijo deste teu primeiro seguidor,
    the Osmar

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